A minha amiga Beta é a melhor de todas as amigas do mundo. É a melhor de todas as amigas, de entre as melhores amigas de toda a gente. A minha amiga Beta é como uma irmã. É como, não. É minha irmã. E acho que é dela que vou ter mais saudades, quando me for embora. Ela é a cola que manteve sempre unidos outros amigos. Que raramente reclama ou se zanga connosco, mesmo quando somos parvos. Que perdoa as ausências e nunca diz não a um convite. A minha amiga é só minha. Desde há 14 anos, quando veio morar comigo numa dessas casas de gajas universitárias chatas, mostrou logo que estava escrita a nossa amizade. Passamos muitas coisas boas juntas. Delirantes, tristes, malucas, ternas, felizes. A minha amiga Beta é tia dos meus filhos e adora-os. Sei que é recíproco porque, quer o Bi como a Clara, perguntam pela Beta, sempre que se lembram. Ainda há dias, a mais nova perguntou-me: "Mãe, a
Bata? A
Bata? A
Bata é minha, mãe!". É mesmo. É toda nossa.